domingo, 4 de outubro de 2009

Quando o amor é verdadeiro não se tem dúvidas.

Acredito que o amor pra ser amor de verdade tem que fechar os nossos olhos. Que sentir atração por outras pessoas é infidelidade a partir de quando se sente. E que traições acontecem todo dia em todos os lugares se a gente parar bem pra pensar, e a culpa não é nossa. Mas se o amor nos deixa cegos, e o que os olhos não vêem o coração não sente, então não somos traídos?
Me desgastei de tanto pensar nisso e temer ficar sozinha na vida, porque pra mim o amor deve ser um sentimento tão verdadeiro que você é incapaz de olhar outra pessoa com intenções atrativas. Entendo o amor sendo só o amor, e as coisas que o complementam sendo só coisas complementares. Acho que o amor nunca deveria brigar por pouco nem tentar possuir o todo. A gente não pode dar tudo, senão perde a identidade, e perdendo a identidade perdemos o amor.
O amor tem de ser possível, porque o romantismo possível ao amor se faz a dois, e quando se sabe que é impossível construir um sentimento junto com alguém, o amor deixa de existir. Porque pra ser amor, também tem que haver concretismo. Não gosto de saber de traições, elas me fazem entrar na situação e sempre me coloco como vítima. O amor tem de ser sincero para não magoar as pessoas.
Talvez o amor nunca deixe de existir. Mas talvez ele se disperse tanto que para reconhecê-lo a pessoa deverá procurar muito, da maneira que achar mais eficaz. Mas talvez o amor se renove e continue original, e aí, permanecer nos primórdios traria de vez a pureza da verdade.

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